Um pouco do álcool eterno de Hilda Hilst

No estreito-pouco
Do meu corpo, lavo as vigas dos ossos, minha vida
Tua unha plúmbea, meu casaco rosso.
E perambulamos de coturno pela rua
Rubras, góticas, altas de corpo e copos.
A vida é crua. Faminta como o bico dos corvos.
E pode ser tão generosa e mítica: arroio, lágrima
Olho d'água, bebida. A Vida é líquida
(trecho de Alcoólicas - I / Hilda Hilst)
Escrito por Crib Tanaka às 16h07
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