O bom do almoço foi a massa em volta da mesa e não a do prato.
Em um dia que o frio enganou todo mundo, pusemos pernas de fora e o vento logo fez a honra da casa: mostrar que estávamos ali para ler, beber, comer e não para pegar sol.
Depois do vinho, algumas risadas já instantaneamente ligadas às bochechas tintas pelo álcool e pela sintonia que vez ou outra ronda mesas fartas. Os pratos, opiniões e números foram divididos. E aí, mais taças, agora de sorvetes de muitas bolas, sabores iguais.
Combinados ficamos: doces-edredons para elas e amargo-fraternal da cervejas para eles.
De noite, mais uma mesa. O mármore quase quebrado por happennings espontâneos, envolvendo pintosos, pintores, cantores, ferrugens.
A volta para casa se faz num silêncio de motores e música-ambiente.
Em cima da cama, abro o livro recém-comprado. Influência de uma tarde-noite que passou por cima dos dias.
O melhor de um evento literário são pessoas com cheiro de páginas novas.
17:15 - publicado por Crib Tanaka