A sensação de porta aberta. Fresta fina de frio escancarado, um cheiro meio enjoado e familiar, um barulho de elevador passeando pelos andares.
Sentada na cama, coloquei minhas meias listradas – estrategicamente escondidas – enquanto balançava entre o sair e o ficar na cama. Sono eu não tinha, mas havia o impulso para desistir do ônibus pesado, dos barulhos cotidianos, dos teclados automáticos.
Melhor fechar essa porta, senão me atraso.
10:23h - publicado por Crib Tanaka