Despedida

(Louis Faurer)
Seria rápida, senão tivesse tocado no rádio aquela música que era deles dois. As músicas e seus poderes de se transformarem em declarações pré-prontas, feitas para serem colocadas no forno, porções balanceadas para dois. Logo estava perdida entre os miojos nossos de cada dia, procurando os talheres do cotidiano em cima daquela mesa cheia de papéis – eles tinham mania de guardar tudo. Antes que pensasse em se levantar e ir embora, ele pegou-a pelo braço, daquela maneira brusca e desengonçada que ele tinha, e a tirou para dançar, assim, no meio da sala, e ela enquanto rodopiava tomando cuidado para não esbarrar nas tralhas dos dois, lembrava que o amava.
10:07h - publicado por Crib Tanaka
Escrito por Crib Tanaka às 09h00
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