kalesa

o cabaret e suas luzes artificiais giram no teto, iluminam a pista cheia. versão de luxo para as penúrias da alma. uma fina dor de cabeça constante, uma pontada avisando que os passeios por ali sempre foram extensos. na pele, um grude do dia a dia sempre à noite do local que não tem fim. nas paredes, espelhos contornam eternos, espalham mosaicos. os reflexos do de dentro prontos para exposição. se calo, sinto. se sorrio, confirmo. participo do desrespeito com o strip conjunto, ao som de tenores do sub-solo."as bonecas de plástico se mexem", avisa uma amiga. não discordo, ali tudo tem vida.
7:37h - publicado por Crib Tanaka
Escrito por Crib Tanaka às 06h38
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